segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO DISCIPLINA ESCOLAR


Estava assistindo a uma palestra há algumas semanas quando uma mãe comentou com muita satisfação que na escola (particular) onde sua filha cursava o quarto ano, havia a disciplina de “Sustentabilidade” uma vez por semana. As pessoas ficaram admiradas e acho que só eu fiquei decepcionada com a atitude da escola. A meu ver não dá para discutir sustentabilidade em uma aula por semana se a escola inteira não estiver em conexão com o tema. E, se a escola inteira está em conexão com o tema, não é necessário ter uma aula específica por semana para se tratar de sustentabilidade.

Segundo Genebaldo, 2000[1] : “A falta de recursos instrucionais, notadamente livros didáticos especializados, disponíveis, constitui outro empecilho, aparentemente intransponível. Muitas publicações que chegam aos professores continuam impregnadas de uma visão preservacionista exclusiva, ingênua e desatualizada cientificamente. Ainda se confunde ECOLOGIA com EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Com isso, os professores são estimulados a desenvolver atividades reducionistas com seus alunos, a bater na tecla da poluição, do “desmatamento”, do efeito estufa, da camada de ozônio ou então catar latinhas de alumínio e reciclar papel artesanalmente. A ingenuidade ainda é muito grande”.

Essa citação traduz o que venho dizendo aqui desde que iniciei este blog, que muitos professores fazem aquilo que podem com a informação que conseguem. O problema não está somente no educador que tenta abordar o assunto, ou na escola que equivocadamente trabalha sustentabilidade sem abordar, por exemplo, modos de produção, o consumo e suas consequências. Falta material didático apropriado para cada ciclo da educação formal.

Até mesmo as reportagens que saem nas revistas e jornais nem sempre são fontes confiáveis porque na sua maioria são escritas por jornalistas que não são especializados na área ambiental e, portanto não tem condições de filtrar as informações sem tirar muio do seu conteúdo essencial. Outros materiais dedicados aos professores que tenho lido (e colecionado nos últimos anos) acabam mesmo tratando tudo de modo muito superficial ou simplista, com viés meramente ecológico.

Além de buscar materiais mais completos, cada escola tem que começar a discutir um planinho básico, mas bem fundamentado, de educação ambiental junto ao planejamento escolar para que essa mobilização social/ambiental atrelada a estratégias de comunicação busque o envolvimento gradual e permanente de toda comunidade escolar.

Em algumas escolas o começo será do zero, porém a maioria já tem ações isoladas que apenas necessitam de uma organização para se integrar, buscando a participação de todos, e não somente dos alunos. E é isso o que a mobilização propõe: um processo dinâmico e permanente de envolvimento, comprometimento e mudança de valores e comportamentos. Cada indivíduo precisa compreender é parte integrante e modificador do ambiente, compartilhando direitos e deveres para que a mudança de hábitos seja efetiva e os resultados duradouros.

PS. O blog está com uma nova enquete, participe!!!!
[1] Dias,Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas. 6ª.edição revista e ampliada. São Paulo:Gaia, 2000

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PRÊMIO FIESP DE MÉRITO AMBIENTAL

Com o objetivo de incentivar o setor produtivo a desenvolver boas práticas ambientais, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo promove anualmente o Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental, que em 2011 chega a sua 17ª edição.
Fica a dica, inscrições até o dia 7 de março de 2011.

Maiores informações através do site: http://www.fiesp.com.br/meritoambiental

 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS EMPRESAS II

O meu último post foi recordista em número de acessos (durante um curto prazo de tempo) e de respostas para meu email (visto que muita gente recebe um aviso por email e acaba respondendo por lá mesmo). Isso foi o que me motivou a contar aqui que foram dois episódios seguidos que me inspiraram a escrever “EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS EMPRESAS”.

O primeiro episódio foi quando um grande e experiente consultor da área empresarial que me convidou a criar com ele uma ementa de curso de introdução a educação ambiental e sustentabilidade para empresas. Isso me deixou muito satisfeita e empolgada, pois até o momento os cursos eram mais voltados para a GESTÃO ambiental e agora ele tem no “cardápio” a opção de EDUCAÇÃO ambiental para os empresários mais antenados, que estão cada vez mais cientes de que a mudança não ocorre só com normas ou procedimentos.

O segundo foi quando uma amiga me pediu para ajudá-la a revisar um relatório para a empresa em que ela trabalha, e que todos os funcionários teriam que fazer. Este relatório era uma análise a ser apresentada para a chefia, sobre métodos eficientes para uma empresa não estagnar. O texto base citava alguns “mandamentos” como este: o líder tem que ter "a capacidade de ouvir” porque “ as soluções dos problemas da empresa estão sempre em torno de você”.

Pois bem, entre diversas boas argumentações que ela fazia diante do texto a ser analisado, questionava sutilmente o porquê uma empresa tão grande e bem estruturada, com ISO, normas e benefícios aos colaboradores ainda estava tão atrasada em relação a educação ambiental de fato, isto é, aquela que não está no folder institucional (sempre bonitinha e colorida), mas a que DEVERIA estar na prática do dia a dia.

Ela pontuava, com diplomacia, algumas incoerências como: por que os funcionários só precisavam fazer a coleta seletiva quando há auditoria da qualidade? Ou porque os treinamentos sobre educação ambiental são feito sempre on line, em períodos em que não se aprende nem a fazer uma receita de um bolo direito? Porque os temas reduzir, reutilizar, reaproveitar, repensar e reciclar não fazem parte da rotina de uma empresa tão renomada?

Diante disso tudo, decidi dar o meu ponto de vista aqui no blog e acredito que a relevância e a urgência do assunto tenham disparado os desabafos por parte de muitos leitores que anonimamente ou pessoalmente me contaram como as empresas que trabalham se comportam em relação aos assuntos ambientais.

Isso tudo comprova que não dá mais para ficar se equilibrando em modismos e ações pontuais. Mais que isso, nos dá a dimensão do quanto as empresas precisam investir em ações relevantes relacionadas a educação ambiental, fugindo dos clichês. É preciso perceber que muitos funcionários querem saber e aprender mais sobre sustentabilidade, e tanto outros encontram-se prontos e esperando o momento de colaborar e colocar as teorias em prática.

E para aqueles que me escreveram dizendo que pensam em desistir só porque não tem apoio da chefia ou da empresa eu repito a frase que está no topo desse blog:
“Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco”. Edmund Burke (1729 - 1797).

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS EMPRESAS

Saber o bê-á-bá da educação ambiental se tornou uma prioridade nos diversos setores empresariais. Falo isso porque tenho acompanhado nos últimos anos vários eventos sobre temas ambientais (até os mais técnicos e/ou voltados para área de economia) e em todos eles, os palestrantes fazem grandes previsões (positivas e negativas) em torno dos acordos ambientais mundiais como a COP, os Objetivos do Milênio (da Onu), o Pacto Global etc.

O que se percebe é que, muito em breve, as empresas que não estiverem alinhadas com estas tendências de sustentabilidade e metas que envolvem o meio ambiente de forma integral ficarão de fora de incentivos, financiamentos e outros apoios econômicos e culturais.

Porém, a educação ambiental necessita ir além do óbvio que é discutido atualmente, quase sempre de forma superficial nas empresas e nas mídias em geral. A educação ambiental contemporânea deve incentivar alterações progressivas (e drásticas) no estilo de vida de cada um e a mudança de comportamento individual através da informação só pode ser alcançada por meio da mobilização conjunta para formação da “tal” consciência ambiental.

É fundamental que as empresas (e seus colaboradores) entendam a essência das questões ambientais atuais, independente das preocupações com as normas de certificação. É mais que urgente a missão de implementar não só a GESTÃO AMBIENTAL, como também a de entender e lidar com a parte mais humana e comportamental, parte esta que se refere a EDUCAÇÃO AMBIENTAL e seus princípios.

Ver o marketing verde nas páginas das revistas e mídias corporativas é fácil, mas somente com esforço coletivo para reflexão e mudanças no dia-a-dia é que poderemos caminhar, de fato, rumo a sustentabilidade.

(o assunto continua no próximo post)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

"o que ocorre hoje (ontem e amanhã), é decorrência de um processo"...

Recebi o email que reproduzo abaixo de um grande amigo, cuja opinião se alinha com a minha e, de certa forma, já foi citada neste blog por mim em outras ocasiões. E reforço: até quando vamos fechar os olhos para o fato de que nossas atitudes influenciam e, muita vezes, causam essas catástrofes?
Impermeabilizar os solos, reduzir as áreas verdes, cobrir as áreas de várzea, construir nas encostas e morros... TODOS sabem os riscos, mas ninguém quer fazer do jeito certo, porque ninguém quer “perder” nada. Mas não pensam nas consequências a longo prazo.
Meu marido é arquiteto e o que ele mais faz é tentar explicar a seus clientes a vantagem pessoal e global em atender as leis de permeabilidade e recuos para ventilação e luminosidade. Tentar convencer sobre o quanto não compensa fazer cortes absurdos nos solos, deixar áreas para permeabilidade da chuva, obedecer regras de descarte da água pluvial, aproveitar o que se pode fazer sem comprometer toda uma área por vaidade e ganância.
Aí entra em cena o egoísmo: "mas o meu vizinho já fez mesmo, porque eu não posso fazer? Não tem problema, não vai prejudicar ninguém, todo mundo faz assim". E nisso constatamos que o problema não é ser pobre ou ser rico, homem ou mulher, instruído ou analfabeto, o problema é "ser humano".

“Caríssimos
As imagens vistas e revistas nos telejornais dão a noção mínima dos resultados das transformações realizadas por nós no ambiente.
O que mais chama a minha atenção, nestes dias, é o conjunto de opiniões e manifestações jornalísticas de que as cidades foram ocupadas de forma desordenada, de que não houve planejamento nem controle sobre o desenvolvimento das áreas urbanas, e assim por diante.
Para tanto, são chamados diversos especialistas para buscar explicações sobre as tragédias humanas, para que se possa entender o porquê das coisas, o porquê de tanta desgraça. Até jornalistas de outras áreas aventuram-se nas análises e nas críticas sobre as limitações do Poder Público para disciplinar e ordenar o crescimento urbano - cito, como ilustração disso, a jornalista Miriam Leitão.
Outros, mais atentos e que acompanham a questão há muito tempo, como os jornalistas Sérgio Abranches e Washington Novaes, sabem que o que ocorre hoje (ontem e amanhã), é decorrência de um processo (com várias etapas sucessivas).
Mas, apesar das tragédias - considerando que a perda de vidas é o que mais se deve lastimar -, uma coisa continua a me animar e estimular na busca por uma sociedade melhor: o que era dito há 10, 15, 20 anos, agora muitos estão falando e outros mais estão ouvindo e compreendendo. Muitos, dentro e fora do Poder Público (eu incluído), sempre buscaram alertar sobre as possíveis (e hoje, infelizmente, realidade) consequências deste processo perverso de construção do espaço urbano, sem que houvesse o respeito às condições e aos critérios básicos/essenciais de estruturação física e natural do ambiente, incluído aí sua dinâmica.
Não foi à toa que sempre se buscou garantir, nos projetos construtivos e na legislação urbanística, a garantia de índices de permeabilidade, de estudos da capacidade de suporte e das características do ambiente, a manutenção percentual de áreas verdes, ressaltando a importância e as funções exercidas pelas árvores, pelos cursos d'água, etc.
Nós também aprendemos muito em todo este processo, pois, por muito tempo, buscamos garantir o equilíbrio ecológico. Hoje, sabemos que o principal é garantir a resilência (capacidade de um determinado sistema de absorver os impactos e recuperar-se) do ambiente, de forma a que, aí sim, possamos cumprir com o objetivo principal do dispositivo constitucional no tema ambiental - garantir a qualidade ambiental para a presente e as futuras gerações.

Aprendemos na dor - dizem alguns. Mas esta não é, necessariamente, a única forma de aprendizado...
Abraços
Carlos Henrique A. Oliveira
Arquiteto Urbanista”

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

2011, ANO INTERNACIONAL DAS FLORESTAS


ONU promoverá ações de conscientização e estímulo à preservação das florestas ao longo deste ano (por Christian Ullmann)

Com o objetivo de evidenciar o papel central das pessoas na sensibilização para a gestão sustentável, conservação e desenvolvimento sustentável de todos os tipos de florestas, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2011 como o Ano Internacional das Florestas. Nesse período serão realizadas ações para estimular e celebrar seu gerenciamento sustentável no mundo.

As florestas nativas prestam importantes serviços ao homem, abrigam pessoas e são habitat para a biodiversidade; são uma fonte de alimentos, remédios e água potável, e desempenham um papel vital para a manutenção da estabilidade no clima global e no meio ambiente. Atualmente, as florestas:
- cobrem 31% de toda a parte terrestre do planeta, sendo que as primárias representam 36% da área total de florestas
- são o lar de 80% da nossa biodiversidade terrestre
- representam o meio de subsistência para de mais de 1,6 bilhão de pessoas
- abrigam cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo

A resolução adotada pela ONU reafirma o compromisso da declaração de princípios para um consenso global sobre manejo, conservação e desenvolvimento sustentável de todos os tipos de florestas e da agenda 21, aprovada na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Em função da realidade atual, governos, instituições, empresas e cidadãos temos que nos apropriar destes dados para proteger e melhorar as características do que resta das florestas no Brasil.

Como cidadãos podemos colaborar de uma forma muito simples: visitando, conhecendo, valorizando e cobrando dos nossos governantes maior fiscalização, fortalecimento das unidades de conservação, criação de novas áreas protegidas, e protegendo nossas matas nativas.

No site da ONU é possível encontrar informações sobre os eventos que serão realizados ao longo do ano, bem como as ferramentas da web e recursos interativos para promover o diálogo sobre as florestas.

Leia a reportagem na íntegra no site:
http://delas.ig.com.br/colunistas/christianullmann/2011+ano+internacional+das+florestas/c1237937229423.html

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

PARA VOCÊ GANHAR BELÍSSIMO ANO NOVO COR DE ARCO-ÍRIS...


Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

(Texto de Carlos Drummond de Andrade extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997).

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

SIMPLESMENTE FELIZ NATAL!!!

Cantiga dos Pastores - Adélia Prado

À meia noite no pasto,
guardando nossas vaquinhas,
um grande clarão no céu
guiou-nos a esta lapinha.
Achamos este Menino
entre Maria e José,
um menino tão formoso,
precisa dizer quem é?
Seu nome santo é Jesus,
Filho de Deus muito amado,
em sua caminha de cocho
dormia bem sossegado.
Adoramos o Menino
nascido em tanta pobreza
e lhe oferecemos presentes
de nossa pobre riqueza:
a nossa manta de pele,
o nosso gorro de lã,
nossa faquinha amolada,
o nosso chá de hortelã.
Os anjos cantavam hinos
cheios de vivas e améns.
A alegria era tão grande
e nós cantamos também:
Que noite bonita é esta
em que a vida fica mansa,
em que tudo vira festa
e o mundo inteiro descansa?
Esta é uma noite encantada,
nunca assim aconteceu,
os galos todos saudando:
O Menino Jesus nasceu!
Texto extraído do suplemento "Folhinha", jornal Folha de São Paulo, edição de 25/12/99, fls.14. http://www.releituras.com/aprado_cantiga.asp

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

FÉRIAS, VIAGENS... CAMPANHA GLOBAL PASSAPORTE VERDE

O Brasil é uma das 20 nações que integram a Força Tarefa Internacional para o desenvolvimento do turismo sustentável, uma iniciativa voluntária, que é liderada pelo governo da França, voltada para estimular o desenvolvimento sustentável do turismo em todo o planeta. Idealizada como uma das iniciativas dessa Força Tarefa, a campanha visa estimular o turista a adotar uma atitude de consumo responsável, mostrando de que forma suas escolhas podem contribuir para a conservação do meio ambiente e para melhoria da qualidade de vida das pessoas nos destinos que visita.

Trata-se de uma iniciativa que visa disseminar um conjunto de informações e de dicas de consumo consciente no turismo. O lema da campanha "Passaporte Verde, Turismo Sustentável por um Planeta Vivo" é um apelo para o exercício da cidadania ambiental global e visa influenciar o turista a assumir o seu papel como um agente que pode contribuir para a conservação do meio ambiente, buscando um relacionamento saudável com a natureza, com as comunidades e com a cultura dos destinos turísticos que visita.

Com a implementação dessa campanha, o Brasil desencadeia um movimento global para estimular uma demanda positiva por produtos e serviços turísticos eficientes do ponto de vista ambiental, induzindo também o setor do turismo e toda sua cadeia produtiva a incorporar práticas socioambientais corretas.

O website Passaporte Verde (também disponível em francês e inglês) é uma das ferramentas que os turistas têm à disposição para conhecer melhor os impactos positivos ou negativos de suas escolhas pessoais e de seu comportamento antes, durante e depois de viajar.

Lá você vai encontrar dicas que vão ajudá-lo a viajar como um turista consciente, incluindo a escolha do destino, o que levar e o que não levar na bagagem, como se locomover, onde se hospedar, onde comer, como se divertir, o que trazer e o que não trazer, além de recomendações sobre como se comportar durante o convívio com diferentes populações e ecossistemas.

E boa viagem!!!

Leia mais: http://www.passaporteverde.gov.br/

terça-feira, 30 de novembro de 2010

SAIBA QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS TEMAS DAS NEGOCIAÇÕES DURANTE A COP-16 EM CANCÚN


A 16ª Conferência das Partes da Convenção do Clima da ONU começou nesta segunda-feira em Cancún, no México, com a ambição de dar impulso e credibilidade a difíceis negociações, após a decepção de Copenhague, há um ano. Tropas do exército e policiais mexicanos, apoiados por três navios de guerra, participam do esquema de segurança em torno ao hotel Moon Palace, um complexo em frente ao mar, onde está sendo realizada a conferência que encerra somente em 10 de dezembro. Abaixo a lista dos principais temas na mesa de negociação durante a conferência em Cancún, no México, sobre mudanças climáticas:

1. Redução das emissões de gases de efeito estufa devido ao desmatamento (20% do total)
Cancún pode tornar efetivo o mecanismo Redd+, que consiste em pagar compensações financeiras aos países que reduzirem o desmatamento ou a degradação de suas florestas. A Conferência de Copenhague conseguiu praticamente um acordo, mas faltam questões complexas por definir, como o financiamento deste ambicioso dispositivo.

2. Fundo Verde
Os países industrializados se comprometeram em Copenhague a mobilizar US$ 100 bilhões por ano até 2020 para alimentar este fundo, iniciativa do México, destinado aos países mais pobres. Mas sua gestão é objeto de debate: os países em desenvolvimento querem que dependa da ONU, enquanto outros, como Estados Unidos, pedem que goze de maior independência.

3. Fixar os compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa
Segundo o Acordo de Copenhague, os países industrializados e as nações em desenvolvimento submeteram à Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (CMNUCC) seus objetivos e ações em termos de cortes de emissões de CO2 até 2020. Estas promessas não têm caráter vinculativo e a conferência de Cancún deverá buscar uma fórmula jurídica para fixá-las legalmente. Apesar de tudo, as promessas feitas até agora são insuficientes para limitar a 2º C a alta da temperatura média do planeta.

4. Verificação dos compromissos alcançados
O controle dos esforços realizados para reduzir as emissões de CO2 é um dos temas mais espinhosos da negociação. A China, principal emissor mundial, é particularmente reticente ao controle exterior de seus planos climáticos, um aspecto no qual, entretanto, insiste outro grande emissor, Estados Unidos.

5. Protocolo de Kyoto
Os países em desenvolvimento se preocupam com a falta de atenção dedicada a um eventual segundo período de compromissos sob o Protocolo de Kyoto, cuja primeira etapa expira no final de 2012. Ante a dificuldade para concluir um novo tratado vinculativo, estes países insistem em conservar o único instrumento legal existente que impõe obrigações cifradas em matéria de emissões de gases de efeito estufa aos países industrializados (com exceção dos Estados Unidos, que nunca o ratificou).

6. Mecanismos de transferência de tecnologia
Trata-se de ajudar os países mais vulneráveis a ter acesso às tecnologias que permitem reduzir as emissões de CO2 (energias renováveis, por exemplo) e adaptar-se aos inevitáveis impactos das mudanças climáticas. Cancún poderia aprovar a criação de um comitê sobre tecnologia, que seria responsável por centralizar e divulgar esta informação.

Fonte: Caderno Ambiente do jornal Folha de São Paulo de 29/11/2010

sábado, 27 de novembro de 2010

NESTE NATAL, O NOSSOS MELHORES PRESENTES PODERIAM SER...


- respeitar a sua real tradição e resgatar a sua essência.
- economizar o tempo no shopping e dispensar mais tempo visitando velhos e queridos amigos.
- otimizar nosso dinheiro com presentes significativos, pensando no valor afetivo e não no valor monetário.
- degustar uma refeição boa e simples e consequentemente desperdiçar menos comida em ceias absurdamente excessivas.
- brindar o amor e a paz e não encher a cara e causar desconforto e constrangimento entre as pessoas que nos admiram e nos querem bem.
- agradecer a sorte de ter família, amigos e afins, mesmo que hajam e diferenças a resolver.
- ser mais gentil com os mais velhos, ouvir e aprender com eles, com carinho.
- ter mais paciência com os mais jovens e não julgar todos seus atos como rebeldia.
- ser mais atenciosos com as crianças, brincar com leveza e criatividade alguns minutos que seja.

- confraternizar mais reclamar menos, ter mais generosidade, tolerância, paciência e carinho com o próximo.
- refletir no modelo que foi o Cristo, sem pensar em religiões ou dogmas, mas na pessoa que perdoou sem distinção, tratou todos da mesma forma, sem preconceitos, falou numa linguagem simples e que se fazia entender, fez o voto de pobreza e sobreviveu com o essencial até morrer sem questionar ou culpar a ninguém pelas suas mazelas.

Por uma Natal menos consumista e com menos desperdício e ostentação,  com mais caridade, união, simplicidade, compreensão, amor e igualdade!
Isso sim seria um feliz Natal para todas as pessoas!
 
(Texto escrito por mim no ano passado e reescrito este ano porque ainda é o presente que eu desejo a todos nós neste Natal)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sustentabilidade, falar sobre ela é facil


... Já, entendê-la e colocá-la em prática, é outra questão!!!
Os debates acalorados sobre essa tal sustentabilidade parecem não ter fim. As pessoas ainda nem entederam os seus principais fundamentos, mas já se declaram sustentáveis.
Empresas que pelo simples fato de realizarem alguma ação filantrópica já se declaram sustentáveis. Plantar arvores então é a bola da vez, esquecendo que sustentabilidade é muito mais amplo e profundo.
Claro que a filantropia é necessária, mas ainda não é sustentabilidade. Claro que plantar arvores é necessário, mas de forma pontual, também não é sustentabilidade. Sustentabilidade é algo muito mais amplo e sinérgico. Mais profundo e sistêmico. Não há sustentabilidade isolada. Ela é por natureza, compartilhada e multidicisplinar incentivando o diálogo entre setores, pessoas e governos.

Sustentabilidade - "É o princípio da lógica e coerência para a preservação da vida e do bom relacionamento do homem com o meio. Atualmente com um olhar mais profundo, agregando e reconhecendo a importância dos pilares sociais e ambientais, além do econômico".

A sustentabilidade é lógica, justa e coerente. Pense nisso com profundidade.
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/sustentabilidade_banal.htm
P.S. Artigo retirado do site vyaestelar (e concordo em gênero, número e grau!).

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O DIA DA CRIANÇA E O CONSUMISMO


No mês de outubro, há uma data que atualmente é a mais importante para as crianças depois do dia do aniversário e do Natal: o Dia das Crianças. E tem mais, nesse dia roupa não vale, tem que dar brinquedo (pelo menos é isso que a mídia nos diz a todo o momento).

Acho engraçado como arrumam dia para tudo e para todos, e o pior de toda essa história é que as crianças são as mais manipuladas e as mais manipuladoras em relação ao seu dia. A mídia bombardeia os pequenos com informações de brinquedos maravilhosos, itens com super inovações tecnológicas, as marcas são aliadas a famosos personagens... E são inúmeras as mensagens dizendo que a criança “tem que ter” isso ou aquilo para ser popular, ser aceita, ser “da turma” e por aí vai... para SER tem que TER.

E as crianças começam com a chantagem emocional abusiva, com argumentos absurdos e em muitas famílias com birras, pirraças e chateações. Para muitos pais é mais fácil comprar logo o brinquedo do que aguentar a manha, ou ainda mais prático do que dar uma negativa a criança e explicar que não vai ganhar porque não precisa.

Em casa meu filho perguntava para mim desde os 4 anos (hoje com 9): "Mãe, porque todas as outras crianças ganham presente do dia das crianças e eu não?" E eu, a mãe-neura-natureba-anticonsumista (definição que vi nos comentários do blog Ombusdmãe e adotei) respondia:
“Porque alguém inventou um dia para todos os pais e mães se enfiarem em lojas de brinquedos lotadas e darem brinquedos na mesma data para todas as crianças. Você ganha brinquedo quando nós achamos algum brinquedo muito bacana, independente do dia ser "da criança" ou não!- trato feito e estabelecido, e sem traumas, rs!

O blog Ombusdmãe publicou um post muito bom falando a respeito da matéria da Veja, O consumismo infantil na (dis)versão da Veja, onda a nobre revista diz que consumismo infantil é balela! Esta reportagem foi contestada em carta protesto enviada a Veja pelo Instituto Alana, que desenvolve um trabalho pioneiro e muito sério em relação ao consumismo infantil.
O instituto salienta em seu site que este “é um problema que não está ligado apenas à educação escolar e doméstica. Embora a questão seja tratada quase sempre como algo relacionado à esfera familiar, crianças que aprendem a consumir de forma inconsequente e desenvolvem critérios e valores distorcidos são de fato um problema de ordem ética, econômica e social.” E diz mais, que “ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia nos dias atuais e não importa o gênero, a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje, todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados a consumir de modo inconsequente”.

Ou seja, não é porque não se tem filho que a responsabilidade não seja de todos. Em casa, com os parentes, na escola, no trabalho vamos dizer não a essas imposições absurdas que são colocadas a todas as crianças e adolescentes diariamente.

Do ponto de vista da sustentabilidade, creio que eles precisam entender que podem viver com o essencial, que devem se perguntar se precisam realmente comprar tudo o que é lançado, observar os seus armários abarrotados de brinquedos que eles não utilizam. E com nossa orientação as crianças e os adolescentes precisam aprender a se contentar com o que tem, em ter um pouco de cada vez, a brincar uns com os outros, a inventar brincadeiras e a consumir menos se ainda quiserem ter esse planeta Terra para morar quando forem adultos. 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

CONTAGEM REGRESSIVA



Olá!!! Estive um pouco sumida, me concentrando em escrever um projeto de educação voltado para artes e confesso que isso sugou todo o meu potencial criativo nesses últimos 30 dias. Ou poderia até dizer que esse potencial foi todo direcionado para a elaboração do projeto, pois é a primeira vez que faço isso tudo sem uma equipe, ”quase” sozinha.

Quase sozinha porque tive ajuda de um grande amigo, o Marcelo Braggion, que foi quem me incentivou a iniciar todo o processo, e foi o co-autor de muitas partes importantes desse filhote que nasceu oficialmente hoje. Inscrito, postado e enviado devidamente, como manda o figurino.

E pensar que a inspiração nasceu de uma experiência recente como professora de artes, contada aqui nesse blog no ano passado. Foi com aquela metamorfose que tive chance de constatar a necessidade de aproveitar a bagagem de todas as manifestações artísticas e culturais encontradas naquela comunidade.

O tema do projeto – ATELIÊ MULTICULTURAL - foi escolhido a partir da observação da tendência positiva destes jovens ao aprendizado de linguagens artísticas, do potencial criativo pouco aproveitado, da condição plena deles em vivenciar novas áreas do conhecimento, fator determinante ao estímulo à pluralidade cultural e ao desenvolvimento humano.

Hoje coloquei nos Correios a proposta que será avaliada por um comitê e quem sabe, em alguns meses, tenho alguma novidade para contar aqui no blog. Estou na contagem regressiva, agora é torcer por um resultado positivo!

Sinceramente... estava com saudades deste nosso cantinho! Até breve!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Senado aprova Política Nacional dos Resíduos Sólidos


Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu
Foi aprovado pelo plenário do Senado, nesta quarta-feira (7/7), o projeto de lei (PLS 354/89), que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Basicamente, a nova lei regula a reciclagem e disciplina o manejo dos resíduos. O projeto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a Agência Senado, o principal alvo do projeto é “um dos mais sérios problemas do país, que é a ausência de regras para tratamento das 150 mil toneladas de lixo produzidas diariamente nas cidades brasileiras”.
De acordo com dados que embasaram o projeto, do lixo produzido no Brasil, 59% vão para os "lixões". Apenas 13% do lixo têm destinação correta, em aterros sanitários. Dos 5.564 municípios brasileiros, apenas 405 tinham serviço de coleta seletiva em 2008.
O projeto de lei foi apresentado na Câmara dos Deputados em 1989 e só começou a ser analisado em 1991. Só neste ano, foi aprovado e enviado ao Senado, onde passou pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Assuntos Econômicos (CAE), Assuntos Sociais (CAS) e Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), antes da aprovação em plenário.
“Estamos vivendo um momento histórico. Este projeto mostra a importância do meio ambiente e procura resolver o maior problema ambiental do país hoje que é esta questão dos resíduos sólidos”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que acompanhou a votação.
Para o senador César Borges (PR-BA), relator do projeto no Senado, o objetivo da proposta é reduzir a geração de resíduos, incentivar a reciclagem e determinar o que fazer com o lixo remanescente.
“Hoje você tem legislações diversas nos estados e nos municípios. Agora, teremos diretrizes gerais para disciplinar o manejo”, afirmou.
André Vilhena, diretor executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), declarou que a proposta é um ganho para o país, pois, está de acordo com os anseios da população brasileira.
O executivo se mostrou otimista em relação à implementação da lei. “Boa parte das medidas já se verificam no Brasil. Existem, por exemplo, empresas proativas que já fazem a logística reversa. A tendência agora é vermos uma massificação dessa tendência”.

Leia a noticia na íntegra: http://www.akatu.org.br/central/especiais/2010/senado-aprova-politica-nacional-dos-residuos-solidos-1
Notícia do site http://www.akatu.org.br/

domingo, 25 de julho de 2010

MOSTRA DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

Evento para as pessoas interessadas em conhecer, debater, somar, ensinar, cooperar, criticar, aprender, refletir, repensar, ouvir, falar e também praticar a tão falada responsabilidade socioambiental... Eu recomendo!

O EVENTO - Composta por uma Exposição e um Congresso, a Mostra de Responsabilidade Socioambiental tem como objetivo ser uma plataforma de divulgação das práticas de responsabilidade socioambiental realizadas pelos mais diversos setores da sociedade.
Com grande sucesso, este ano chega a sua 4ª edição, novamente com o compromisso de reunir empresários, governos e a sociedade civil, comprometidos com a criação de novos modelos de gestão, que contribuam para construção de uma sociedade mais inclusiva e pelo desenvolvimento sustentável, aliando o crescimento econômico à responsabilidade social.
Este ano, a ênfase retorna ao pilar do desenvolvimento social, com um tema principal que preocupa as empresas, a sociedade, o Brasil e o mundo: "Desastres climáticos, epidemias, pandemias, drogas e envelhecimento – Ação coordenada para a sustentabilidade global."
Maiores informações, programação e inscrições: http://www.fiesp.com.br/socioambiental/index.htm

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A ÁGUA E O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS

Vemos em toda parte campanhas e lembretes sobre economia e uso racional de água. As mensagens em geral consistem em dicas como:
- Ao escovar os dentes e se barbear, manter a torneira fechada;
- Fechar a torneira enquanto ensaboar as louças e talheres;
- Usar a máquina de lavar roupas na capacidade máxima;
- Não deixar que ocorram vazamentos em encanamentos dentro da residência;
- Manter a válvula de descarga sempre regulada;
- Reutilizar a água sempre que possível;
- Usar vassoura para varrer o chão e não a água da mangueira;
- Lavar o carro com balde ao invés de mangueira.

Isso é de extrema importância e todos temos que continuar a propagar estas dicas. Porém isto é só a ponta do iceberg. Segundo
dados relatados pela Onu, o destino da água doce usada pela humanidade está dividido da seguinte maneira: 8% doméstico; 22% indústria; 70% agricultura.

Significa, portanto, que desperdício de água ainda é muito maior quando há desperdício de alimentos. Este quadro mostra a quantidade de água utilizada para obter cada produto, ou seja, o valor hídrico de cada coisa:
1 quilo de açúcar - 100 litros de água
1 xícara de café - 140 litros de água
1 ovo                  - 200 litros de água
1 quilo de arroz - 2.400 litros de água
1 quilo de frango - 6.000 litros de água
1 quilo de carne - 15.000 litros de água

Mais alguns dados relevantes - Atualmente, das 10 mil toneladas de produtos que entram diariamente no CEAGESP, 1% (100 toneladas) vai para o lixo, isto significa 100 mil kg/dia, sendo que entre 30% e 50% do lixo é composto de alimento próprio para o consumo.
[1] Aproximadamente 64% do que se planta no Brasil é perdido ao longo da cadeia produtiva: 20% na colheita, 8% no transporte e armazenamento, 15% na indústria de processamento, 1% no varejo e 20% no processamento culinário e hábitos alimentares.[2] Uma casa brasileira desperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra semanalmente. Isso significa uma perda de US$ 1 bilhão por ano, ou o suficiente para alimentar 500 mil famílias.[3] Nas feiras livres do Estado de São Paulo mais de 1.000 toneladas de produtos alimentícios vão para o lixo todos os dias.[4]
Tenho até medo de fazer as contas para ver o quanto alguns desses itens dá em litros de água. Medo e vergonha!

Então, antes de ir ao mercado ou a feira sem uma boa lista do que realmente precisa, antes de ir ao restaurante e se empolgar com todas aquelas comidas gostosas que você não aguenta comer, antes de tirar aqueles alimentos velhos que estragam na geladeira, antes de jogar o resto de café todo santo dia na sua casa, pense em quanto de água você está desperdiçando, além do próprio alimento em si. Vamos começar a fazer essa conta?


[1] Fonte: Central de Abastecimento para o Estado de São Paulo. [2] Fonte: Caderno temático “A nutrição e o consumo consciente” do Instituto Akatu (2003). [3] Fonte: Akatu, 2004. [4] Fonte: FAO – ONU, citado pelo livro do Mesa São Paulo – Ação contra fome e o desperdício

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Dica: Notícias do Akatu / Sustentabilidade


Um sexto da humanidade consome 78% de tudo que é produzido no mundo

Dado é do relatório "Estado do Mundo - 2010"; versão em português já está disponível em PDF.


O Instituto Akatu e o Worldwatch Institute (WWI), organização com sede em Washington, lançaram na manhã de quarta-feira (30/6), a versão em português do relatório “Estado do Mundo – 2010”. O documento é uma das mais importantes publicações periódicas mundiais sobre sustentabilidade.

Clique
aqui para baixar o arquivo na íntegra.Produzido pelo WWI, o “Estado do Mundo” traz anualmente um balanço com números atualizados e reflexões sobre as questões ambientais. Este ano, em parceria com a WWI, o Akatu fez a tradução do documento para o português. Leia a notícia na íntegra.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A HERMENÊUTICA E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A Hermenêutica[1] e a Educação Ambiental[2] - O conceito de interpretação ocupa um lugar central nas correntes da filosofia e das ciências sociais contemporâneas que tem buscado incorporar o referencial filosófico hermenêutico. O método hermenêutico opera com um conceito de linguagem não óbvia, onde os sentidos nunca estão colocados previamente, mas se constituem numa relação dialógica de interpretação. Assim, o sujeito não é uma consciência solitária a desvendar sentidos prontos.

Bem ao contrário de uma possível visão objetivista de interpretação, onde interpretar o ambiente seria captá-lo em sua realidade, descrever suas leis, mecanismos e funcionamento, a abordagem hermenêutica busca evidenciar os horizontes de sentidos histórico-culturais que configuram as relações com o meio ambiente para uma determinada comunidade humana e num tempo específico e, com isto, abandonar um conceito "realista" ou "naturalista" de ambiente, onde este é reduzido as suas condições e leis físicas de funcionamento.

Ao adotarmos uma perspectiva interpretativa hermenêutica na Educação Ambiental, esta passa a operar com um conceito de ambiente constituído como realidade linguística, passível de diversas leituras. A "realidade ambiental", neste caso, não se distingue da realidade da interpretação ambiental e é dentro deste repertório de sentidos sociais que pode-se acionar ênfases e construir uma via compreensiva no campo complexo das relações entre natureza e sociedade.

O papel do educador, diante da perspectiva hermenêutica, poderia ser pensado como o de um "intérprete" dos nexos que produzem os diferentes sentidos ambientais em nossa sociedade. Ou ainda, um intérprete das interpretações. A hermenêutica prefere a noção de “sentido” a de “verdade”. Pelo pressuposto hermenêutico não existiria “a verdade” no singular, pois muitas são as formas de conceber o mundo, produzindo sentidos culturais diversos. Que tal pensarmos nessa opção epistemológica para a Educação Ambiental Contemporânea e o papel do educador ambiental em tudo isso?


[1] Orientação filosófica que toma a interpretação como fundamento da compreensão do mundo e produção de conhecimento.
[2] Este texto é parte do meu estudo do curso especialização em Educação Ambiental concluído em 2008.

sábado, 5 de junho de 2010

O DIA DO MEIO AMBIENTE


Que o Dia do Meio Ambiente não seja mais apenas um dia onde observamos políticos e celebridades plantando mudas de árvores diante dos flashes afoitos das revistas de conteúdos rasos.

Que o Dia do Meio Ambiente possa ser pensado além do verde, além da mata, além da fauna e da flora... que nesse dia possamos pensar em todos os meios ambientes, principalmente naquele em que vivemos. Que possamos plantar cordialidade, tolerância, generosidade, gentileza, amor ao próximo...

Que consigamos ir além, pois de nada adianta plantar mudas de árvores e flores se não conseguimos nem ser educados com nossos vizinhos ou se por diversas desculpas que arrumamos ainda não separamos o lixo em nossa casa, não usamos com moderação água e energia. Ou ainda se o nosso impulso consumista é muito maior que nosso impulso em preservar nosso Planeta Terra.

É um dia importante para refletirmos que podemos nos comprometer mais com pequenas mudanças em nossa rotina. Vamos plantar essa idéia?!