terça-feira, 11 de agosto de 2009

RELENDO E REFLETINDO


Estive em casa lendo bastante nestes dias frios de Sampa, aliás, frio que não tem fim... A parte boa é que eu acabei relendo várias coisas bacanas, em especial um texto que me inspirou muito e agora divido com vocês.
A referência está no rodapé, é um bom livro para se ter em casa. Eu transcrevi uma pequena parte dele que sintetiza o que sempre falo a respeito da nossa responsabilidade ao passar mensagens sobre Meio Ambiente. Boa leitura!

“Tradicionalmente, o Meio Ambiente é percebido pela sociedade em função de duas grandes vertentes, a saber:
1) O ambiental visto somente como problema, acompanhado de uma percepção de controle, fiscalização ou proibição.
2) O ambiental percebido simplesmente como reflexo das belezas naturais dos Parques Nacionais e outras paisagens, cenários de certa forma idílicos e bucólicos, que são sentidos pela população como realidades inacessíveis e inatingíveis, distantes da vida cotidiana da maior parte dos sujeitos sociais.
As propostas de Educação Ambiental pretendem aproximar a realidade ambiental das pessoas, conseguir que elas passem a perceber o ambiente como algo próximo e importante nas suas vidas; é verificar ainda, que cada um tem um importante papel a cumprir na preservação e transformação do ambiente em que vivem. Levá-las a compreender que o futuro, como construção coletiva, depende das decisões políticas e econômicas que sejam definidas hoje, e que irão interferir nas possibilidades de decisão de novos modelos de desenvolvimento, capazes de conciliar a justiça social e o equilíbrio ecológico...” .

E ela complementa “não se deve esquecer que os processos de formação pretendidos se realizam num entorno de crises generalizadas em todos os aspectos e, especialmente, no marco de uma crise aprofundada nos valores humanos em todo mundo, acompanhada de uma exacerbação do egoísmo e de uma forte sensibilidade diante da pobreza e do sofrimento do “outro” que não é nosso “próximo”, mas converteu-se num potencial inimigo ou concorrente.”
[1]

Então, pensemos sempre em propostas de Educação Ambiental que aproximem a realidade ambiental das pessoas, para que elas passem a perceber o “ambiente” como algo próximo e importante em suas vidas e também da sua responsabilidade no papel da preservação e transformação do ambiente em que vivem.
E se puderem, leiam o texto na íntegra (só está disponível no livro mesmo). Até a próxima!


[1] Medina, Naná Mininni. Os desafios da formação de formadores para a educação ambiental. In: Phlippi Jr., A e Pelicioni, M. C. F. (Orgs.). Educação Ambiental: Desenvolvimento de cursos e projetos. 2a. Edição, São Paulo, Signus, 9-10p., 2002.

2 comentários:

Taís Vinha disse...

Ótimo texto, Hegli. Estava pensando nisso, outro dia, quando meu filho trouxe uma redação cujo tema era a "Importância de preservamos e conservarmos as paisagens naturais." Na mesma hora pensei em como ainda se ensina "ecologia" como algo distante, uma paisagem a ser apenas admirada. Acho que o que pegou foi a palavra "paisagem". Ainda não se pensa na educação ambiental como algo a ser vivido e praticado no dia-a-dia, dentro da cidade numa ligação profunda com a tal das "paisagens".

Fui convidada pela Sam, a participar desta blogagem sobre educação ambiental. Sei que vc tá sem tempo algum, mas se interessar, entre no site e veja se te interessa:

http://www.samshiraishi.com/premiacao-real-sustentabilidade/

Bjs!

Hegli disse...

Pois é menina, mania de paisagens NATURAIS, cenários bucólicos, e realidades inacessíveis e inatingíveis como bem diz o texto, tão distantes da vida cotidiana da maior parte dos sujeitos sociais. Isso me incomoda tanto...
Podia até ter a palavra paisagem, mas poderia ser uma pergunta "Qual a importância das paisagens naturais e urbanas nos dias de hoje?". Adoro pergunta, que faz pensar, formar hipótese... e vejo uns temas tão sem nexo, tão poooobreeees.
E vou ver o site que me indicou, apesar da loucura que estou no momento, obrigada pela dica!
Bjus
Hegli